



Quarta-feira, Agosto 30, 2006
(Des)graça
Eu tenho pena. É só o que me resta ter. Fico imaginando se esse tipo de gente consegue ser feliz, se tem algum pingo de amor a si próprio (porque aos outros já se sabe que não tem). Coitado... dá uma pena... E não há nada que se possa fazer para ajudar, para levantar gente assim. Porque gente assim não enxerga o próprio erro, não tem noção de como a vida pode ser boa, positiva, engrandecedora. Não evolui. Só vê e faz coisas negativas e, logicamente, só recebe coisas assim de volta. Vira um ciclo vicioso e a pessoa até acredita que só existe essa verdade, essa forma de viver. Resultado: passa pela vida e só deixa desgraças como herança. E só recebe desgraças em troca. E é tanta desgraça que o jeito para nós, que vivemos uma vida normal, é achar até graça disso tudo. E o riso vem na mesma medida. Advinha quem é o palhaço?
(A)PENAS
não
eu não vou falar com você
não serei a primeira
não darei bandeira
não direi te querer
contento-me apenas em ficar assim
registrando nosso fim
simplesmente contemplando
te admirando tão bela
na janela
do meu messenger
Trechinho roubado do orkut:
"Fui numa festa muito estranha. Acho que era infantil, todo mundo chupava pirulito e só queria doce e bala. Acho que tinha gente doente, pois tomavam e tomavam comprimidos e só cheiravam vick. As pessoas pulavam muito, brincavam de bola e malabares. O som era diferente, parece que todos os CDs estavam riscados , só dava pra ouvir um barulho:TUNTZ,TUNTZ,TUNTZ,mas aquele som me levava a lugares desconhecidos dentro de mim, ele acompanhava meu coração, ali eu descobri uma paixão: O TRANCE O PSY TRANCE."
(A)Pagando Pecados
Se algum dia eu mereci você, peço licença e faço questão: eu desmereço. Abro mão e esqueço qualquer mérito ou castigo que me tenha sido delegado. Desmereço seus olhos que só enxergam a mim quando estamos juntos. Sem eles, sinto-me o mais invisível dos seres. Desmereço sua poesia que em meus lábios arrepia e me rouba a inspiração, toda vez que você some. Desmereço, e disso não abro mão, conhecer a felicidade do seu abraço, pois quando se vais, eu me despedaço no chão.
Eu não pago esse preço. Prefiro a insossa estaticidade da minha vida sem você. Porque, nela sim, sou repleta de mim.