



Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Me Deixa
Algumas regras básicas de convivência entre os sexos (ditadas por uma mulher de TPM)
Passada a Revolução dos Sexos, chegou a hora de estabelecer algumas regras masculinas. Eu entendo que o romantismo ainda resista às trepidações do relacionamento-descartável-pós-moderno, mas acho que já está na hora de certos cavalheiros entenderem que mulher que é mulher também gostar de deixar as burocracias do romance de lado e dar. Simplesmente, dar, sem compromisso, cobrança e ligações reticenciais no dia seguinte. Discutir a relação, atender no terceiro toque do telefone, fazer charminho no primeiro encontro são coisas da década passada. Nem sempre queremos 8 ligações não atendidas no celular, torpedos ou dengo ao pé o ouvido. Ás vezes dá até enjôo tantos atos melosos (e a gente até se pergunta se não esqueceu de tomar o anticoncepcional). Por que não aceitar que também saímos, de vez em quando, pra salvar uma noite sem graça com uma fodinha e nada mais? É tão difícil comer uma mulher pós-moderna? Era pra ser mais fácil...
Sim, ainda sonhamos com o cara perfeito, que traga bombons, abra a porta do carro e nos leve para ver nascer do sol numa praia paradisíaca. Mas quem disse que esse cara é você? Enquanto não achamos o cara certo, também nos damos ao direito de curtir (e comer!) os errados.
A pior coisa que existe num relacionamento é o indivíduo que não se toca. Sim, as mulheres são campeãs nessa hora, mas os retardados-convencidos-carentes (nem sempre nessa ordem) estão dando sopa por aí. Quase como uma falha na Matrix, eles aparecem em dejavours nem sempre muito agradáveis e muitas vezes tão estressantes quanto bebês não-planejados.
Nunca gostei de joguinhos, não consigo "fazer doce", mas numa relação tem que existir um componente importante: o amor próprio. Para se "amar o próximo como a si mesmo", é preciso amar a si mesmo, primeiro. Ninguém gosta de carência, de ver um indivíduo se anular para viver a vida do outro, achando isso o máximo (!). É preciso haver uma troca de experiências, ambições, interesses e prazeres para a equação da atração acontecer. Depois de tantas (r)evoluções entre os sexos, ainda precisamos falar com todas as letras "Me deixa que hoje eu tô de bobeira"?
Tocando em frente
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso o amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
De estrada eu sou
Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
E cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.
Almir Sater e Renato Teixeira
O Amor
Nem menos nem mais
Tem que ser na mesma medida
Pra não ficar tudo pra trás
Pra equação não ser perdida.
E lá vou eu de volta ao começo
Eu odeio perder o controle de mim mesma. Odeio ter impulsos de gastar meus pulsos ou cortá-los de uma vez!
A máscara do mal
Em minha parede há uma escultura de madeira japonesa
Máscara de um demônio mau, coberta de esmalte dourado
Compreensivo observo
As veias dilatadas da fronte, indicando
Como é cansativo ser mal
Bertold Brecht