Domingo, Junho 20, 2004

Amanhã

Amanhã, eu vou acordar mais cedo. Vou arrumar minhas coisas. Vou lavar a roupa suja. Vou começar minha dieta. Vou pensar no futuro. Vou arrumar minha vida. Vou lavar a roupa suja. Vou começar meus projetos. Vou pensar no futuro. Amanhã, eu vou acordar mais cedo.


Sophia  as 3:42 PM Diga a Verdade:

Desejo Pós-moderno

Eu quero você. Com toda a sede de quem quer tudo da vida, eu quero você. Para viver, para morrer, para usar, para jogar fora e lamentar, eu quero te ter. Agora, amanhã, ontem. Quero o calor das suas víceras e a frieza de um telefonema. A certeza da sua pele e a dúvida do seu desejo. Na inconstância do tempo, eu quero ter uma história para contar, uma lágrima para secar, um conselho para dar. Eu quero ter mais, ter tudo, até conseguir ser alguma coisa.


Sophia  as 3:40 PM Diga a Verdade:

Carne e Osso

Um breve e quase formal selinho seguido do ruído da porta a se fechar, atrás, e era o fim do relacionamento mais oco que já tivera. Um caso contado em alguns meses de puro tesão, narrado com gemidos de orgasmos inimagináveis. E só. Nada de diálogos mais profundos, confissões ou declarações de amor. A cumplicidade resumida a encontros à escndida e sussurros ao pé do ouvido. Amor de carne e osso, nascido a sete palmos do chão.


Sophia  as 3:36 PM Diga a Verdade:
Quarta-feira, Junho 09, 2004

O poder nas próprias mãos. Como um super herói que estende seu anel mágico e é capaz de derrotar qualquer obstáculo. Alguém que, canalizando seu poder para o bem e acreditando nos seus sonhos, consegue salvar o planeta. Assim sou eu, aprendendo a viver.

Sophia  as 8:39 AM Diga a Verdade:

Conflitos de um Regime Militar

O abdômem dolorido pelos 200 abdominais vencidos a muito custo, o estômago rocando pelo seu lanche diário recusado, a saliva gritando pelo chocolate ao alcance das mãos e o cérebro insistindo em manter seu objetivo. Por alguns quilos a menos. Por alguma beleza a mais. Por muito pouco. Por muito mais que um simples chocolate.


Sophia  as 8:38 AM Diga a Verdade:

Agora já era tarde para redimir seus erros. Os seus acertos já não valiam à pena, o que diria do resto. Naquela noite fria e desesperante, ela escolhera lutar por sua vida e descobriu da pior maneira que nem sempre as coisas são como devem ser (pelo menos para nós). Tudo era mágico até fugir do seu controle. De que vale amar como nunca se amou, cuidar e desejar o melhor se precisamos guardar todo esse amor no peito? Era hora de parar, mas, ninguém lhe ensinara como. E o tempo passou sem que ela se visse livre dessa doença incondicional. Ninguém preencheu buracos, ninguém a fez crer novamente. Tornou-se uma alma sem essência, um sono sem sonhos, alguém que se esconde das próprias lembranças.

Sophia  as 8:38 AM Diga a Verdade:


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